sexta-feira, 31 de dezembro de 2010



"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



É,
Só eu sei
Quanto amor
Eu guardei
Sem saber
Que era só
Pra você.

É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor,
Aquele que a gente não vê,
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.

É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.

É, você que é feito de azul,
Me deixa morar nesse azul,
Me deixa encontrar minha paz,
Você que é bonito demais,
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim.
Eu sempre fui só de você,
Você sempre foi só de mim

domingo, 26 de dezembro de 2010



"O Apanhador no Campo de Centeio, romance mais famoso de J.D.Salinger, retrata as dúvidas e fantasias de um adolescente dos anos 1950. Embora escrito num tom lacrimoso de auto-ajuda (ou, talvez, exatamente por isso), o livro virou cult no mundo inteiro. O curioso é que a obra de Salinger foi achada na casa de dois notórios malucos:

Mark Chapman, o assassino de John Lennon, foi encontrado pela polícia quando lia tranqüilamente O Apanhador no Campo de Centeio.
John Hincley Jr., o homem que atirou no presidente americano Ronald Reagan para supostamente chamar a atenção da atriz Judie Foster, também tinha um exemplar do livro de Salinger em casa.

Teóricos da conspiração acreditam que o romance é um gatilho mental para matadores pré-programados.

A missão ficaria “adormecida” na mente do assassino, como uma espécie de vírus de computador psíquico, até que ele lesse o livro e acionasse a programação.

Como cuidado é bom não ler Salinger. (by Delfos

)"

“A ignorância é o opio da humanidade”

Na minha opinião é um livro diferente e interessante. Vale a pena ser lido. Não é à toa que é tão popular. Imagino que na última frase a idéia do autor do comentário acima tenha sido fazer uma piada. Porém, acredito que Salinger tenta agregar valor ao seu livro criando um clima de mistério e superstição. E consegue. É só um jogo de marketing. Se o livro se tornasse mais acessível se tornaria menos polêmico.

domingo, 19 de dezembro de 2010



Depois de mandar-te embora foi que - cego! - percebi, que eras a felicidade que eu tinha em mãos, e perdi.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010



Por mais que você não esteja com quem ama, pelo menos deseje a felicidade.
Creio que fico feliz, vendo quem eu amo feliz.

domingo, 12 de dezembro de 2010


Inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberdade querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor
.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010



Eu sou apenas alguém
Ou até mesmo ninguém
Talvez alguém invisível
Que a admira a distância
Sem a menor esperança
De um dia tornar-me visível

E você?
Você é o motivo
Do meu amanhecer
E a minha angústia
Ao anoitecer

Você é o brinquedo caro
E eu a criança pobre
O menino solitário que quer ter o que não pode
Dono de um amor sublime
Mas culpado por querê-la
Como quem a olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-la

Eu sei de todas as suas tristezas
E alegrias
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo
E como um filme banal
Entre o figurante e a atriz principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar
No final
No final
No final

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Método para se Detectar Mentiras.


Vamos começar como uma estratégia para se detectar enganos ou possíveis equívocos.

Autor: Carl Sagan

Fonte: O Mundo Assombrado pelos Demônios: a ciência vista como uma vela no escuro.

-

“A compreensão humana não é um exame desinteressado, mas recebe infusões da vontade e dos afetos; disso se originam ciências que podem ser chamadas ‘ciências conforme a nossa vontade' (as pseudociências). Pois um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim, ele rejeita coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho, coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, e às vezes imperceptíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento.” – Francis Bacon, Novum organon (1620)

Ferramentas

Sempre que possível, deve haver confirmação independente dos “fatos”.

. Devemos estimular um debate substantivo sobre as evidências, do qual participarão notórios partidários de todos os pontos de vista.

. Os argumentos de autoridade têm pouca importância – as “autoridades” cometeram erros no passado. Voltarão a cometê-los no futuro. Uma forma melhor de expressar essa idéia é talvez dizer que na ciência não existem autoridades; quando muito, há especialistas.

. Devemos considerar mais de uma hipótese. Se alguma coisa deve ser explicada, é preciso pensar em todas as maneiras diferentes pelas quais poderia ser explicada. Depois devemos pensar nos testes que poderiam servir para invalidar istematicamente cada uma das alternativas. O que sobreviver, a hipótese que resistir a todas as refutações nessa seleção darwiniana entre as “múltiplas hipóteses eficazes”, tem

uma chance muito melhor de ser a resposta correta do que se tivéssemos simplesmente adotado a primeira idéia que prendeu nossa imaginação. *

(*) Esse é um problema que afeta os júris. Estudos retrospectivos mostram que alguns jurados tomam a sua decisão muito cedo – talvez durante a argumentação de abertura; depois guardam na memória as provas que parecem sustentar suas impressões iniciais e rejeitam as contrárias. O método das hipóteses

eficazes alternativas não está em funcionamento nas suas cabeças.

Devemos tentar não ficar demasiado ligados a uma hipótese, só por ser a nossa (e convenhamos que isto é difícil). E apenas uma estação intermediária na busca do conhecimento. Devemos nos perguntar por que a idéia nos agrada. Devemos compará-la imparcialmente com as alternativas. Devemos verificar se é possível encontrar razões para rejeitá-la. Se não, outros o farão.

. Devemos quantificar. Se o que estiver sendo explicado é passível de medição, de ser relacionado a alguma quantidade numérica, seremos muito mais capazes de discriminar entre as hipóteses concorrentes. O que é vago e qualitativo é suscetível de muitas explicações. Há certamente verdades a serem buscadas nas muitas questões qualitativas que somos obrigados a enfrentar, mas encontrá-las é mais desafiador.

. Se há uma cadeia de argumentos, todos os elos na cadeia devem funcionar (inclusive a premissa) – e não apenas a maioria deles.

. A Navalha de Occam. Essa maneira prática e conveniente de proceder nos incita a escolher a mais simples (mais econômica, a que não acrescenta ad hocs contorcionistas) dentre duas hipóteses que explicam os dados com igual eficiência e evidências a favor.

Devemos sempre perguntar se a hipótese pode ser, pelo menos em princípio, falseada. As proposições que não podem ser testadas ou falseadas não valem grande coisa. Considere-se a idéia grandiosa de que o nosso Universo e tudo o que nele existe é apenas uma partícula elementar – um elétron, por exemplo – num Cosmos muito maior. Mas, se nunca obtemos informações de fora de nosso Universo, essa idéia não se torna impossível de ser refutada? Devemos poder verificar as afirmativas. Os céticos inveterados devem ter a oportunidade de seguir o nosso raciocínio, copiar os nossos experimentos e ver se chegam ao mesmo resultado.

A confiança em experimentos cuidadosamente planejados e controlados é de suma importância, como tentei enfatizar antes. Não aprenderemos com a simples contemplação. É tentador ficar satisfeitos com a primeira explicação possível que passa pelas nossas cabeças. Uma é muito melhor que nenhuma. Mas o que acontece se podemos inventar várias? Como decidir entre elas? Não decidimos. Deixamos que

a experimentação faça as escolhas para nós. Francis Bacon indicou a razão clássica: “A argumentação não é suficiente para a descoberta de novos trabalhos, pois a sutileza da natureza é muitas vezes maior do que a sutileza dos argumentos”.

Os experimentos de controle são essenciais. Por exemplo, se alegam que um novo remédio cura uma doença em 20% dos casos, temos de nos assegurar se uma população de controle, ao tomar um placebo pensando que ingere a nova droga, também não experimenta cura espontânea da doença em 20% das vezes. As variáveis devem ser separadas. Vamos supor que nos sentimos mareados, e nos dão uma pulseira que pressiona os pontos indicados pela acupuntura e cinqüenta miligramas de meclizina. Descobrimos que o mal-estar desaparece. O que causou o alívio – a pulseira ou a pílula? Só ficaremos sabendo se tomarmos uma sem usar a outra, na próxima vez em que ficarmos mareados. Agora vamos imaginar que não somos tão dedicados à ciência a ponto de querer ficar mareados. Nesse caso, não separamos as variáveis. Tomamos os dois remédios de novo. Conseguimos o resultado prático desejado;

aprofundar o conhecimento, poderíamos dizer, não vale o desconforto de atingi-lo.

Freqüentemente o experimento deve ser realizado pelo método “duplo cego”, para que aqueles que aguardam uma certa descoberta não fiquem na posição potencialmente comprometedora de avaliar os resultados.

*

Como todos os instrumentos, o kit de detecção de mentiras pode ser mal empregado, aplicado fora do contexto, ou até usado como uma alternativa mecânica para o pensamento. Mas, aplicado judiciosamente, pode fazer toda a diferença do mundo – ao menos para avaliar os nossos próprios argumentos antes de os apresentarmos aos outros.

*

Toda argumentação para ser epistemologicamente válida precisa ser precisa, concisa e incisa e no caso da feminologia estar apoiada em evidências e/ou experimentos reprodutíveis. Sobre a ótica popperiana (Karl Popper) toda hipótese para ser validamente científica precisa ser passível de falseabilidade, ou seja, ela deve ter a capacidade de mostrar-se acertada ou incorreta mediante testes ao escrutínio.

A CERTEZA É RARAMENTE OBJETIVA: habitualmente não é mais do que um sentimento de confiança, de CONVICÇÃO, baseado, não obstante, em um CONHECIMENTO INSUFICIENTE. Tais sentimento são PERIGOSOS, posto que raramente dispõem de um FUNDAMENTO SÓLIDO. Podem, inclusive, nos converter em FANÁTICOS HISTÉRICOS que tratam de AUTO-CONVERCER-SE DE UMA CERTEZA que inconscientemente sabem estar fora de seu alcance."

Karl Popper.

*

"Há muita verdade em grande parte de nossos conhecimentos, porém pouca certeza." Karl Popper

*

E é por isso que necessitamos de um método rigoroso de verificação.

Definição de alguns termos e conceitos na ciência

1- Prova:

A palavra prova possui várias definições, a saber: o que demonstra a veracidade de uma proposição, ou a realidade de um fato; em matemática, prova é uma demonstração de que, dados certos axiomas, algum enunciado de interesse é necessariamente verdadeiro. Em direito, prova é qualquer evidência factual que ajude a estabelecer a verdade de algo. Em outras palavras, quando falamos em prova, estamos afirmando a concretização de elementos para sustentar uma

proposição.

2- Evidência:

Evidência é tudo aquilo capaz de ser usado para provar se uma determinada afirmação é verdadeira ou falsa. Fósseis são evidências da Teoria da Evolução (não necessariamente provas); o experimento de 1919, no nordeste brasileiro (município de Sobral, no Ceará) e simultaneamente na África, apresentou evidências para a confirmação da Teoria da Relatividade que terminaram por comprovar sua veracidade. São conjuntos de elementos utilizados para suportar a confirmação ou a negação de uma determinada teoria ou hipótese científica.

3- Teoria:

Uma teoria CIENTÍFICA pode ser entendida como uma síntese aceita em um vasto campo de conhecimento, consistindo de hipóteses DEVIDAMENTE TESTADAS por meio de leis e FATOS científicos OBSERVADOS responsáveis por descrever os fenômenos naturais, embora a mesma possa ser refutável. É uma idéia com o objetivo de TENTAR PREVER COM O MAIS ALTO GRAU DE EXATIDÃO POSSÍVEL os fenômenos da natureza.

4- Hipótese:

A HIPÓTESE É UMA TEORIA PROVÁVEL, MAS NÃO DEMONSTRADA, UMA SUPOSIÇÃO ADMISSÍVEL. Tão logo confirmada, a hipótese passa a se chamar teoria. O senso comum nos induz a pensar em uma teoria como algo a ser provado, ou seja, que ainda carece de evidências, o que, como já exposto acima, é um erro: uma teoria só é aceita se houver evidências apoiando-a.

Não devemos confiar apenas na reflexão sem testes

Nós raramente podemos confiar no raciocínio apriorístico (o que nos parece fazer ou não sentido apenas de só ficar pensando no assunto) para fazer afirmações sobre o mundo externo. Quanto mais ousadas são essas afirmações, mais chances têm de estarem erradas.

Assim, devemos fazer medições, estudos. Devemos testar se que consideramos ter "lógica", faz realmente parte do mundo real.

Aristóteles, por exemplo, tentou fazer várias afirmações sobre o mundo de forma apriorística, e estava errado na maioria delas. Ele acreditava que as mulheres tinham menos dentes que os homens, que a Terra estava no centro do Universo (para ele isso era óbvio, parecia lógico demais, de modo que nem precisava de provas), e que as estrelas e planetas estavam em esferas cristalinas em volta da Terra, e acreditava também que corpos de diferentes massas caem em diferentes velocidades (o que também parece óbvio, mas NÃO é verdade, como Galileu refutou).

Não estou citando isso para diminuir a figura de Aristóteles, apenas para mostrar que tentar adivinhar as coisas como são no mundo (externo) sentados na nossa poltrona e pensando no que seria mais “lógico” nem sempre funciona, na verdade tem uma margem de erro altíssima. Por isso precisamos da confirmação experimental amplamente e independentemente feita.

A razão do sucesso de deuses invisíveis, por exemplo, é que não há como refutá-los com evidências empíricas (testes e dados, verificações rigorosas). Então, na ausência de explicações para fenômenos como transtornos psiquiátricos, ou mesmo a razão da existência humana e de emoções humanas como o amor, as pessoas aceitam a explicação de que foi Deus (ou deuses, ou espíritos) quem foi o responsável por aquilo, apenas porque é intuitivo pensar que existem mentes ou um "designínio" na natureza que não são a mente humana.

Newton, Laplace e a Navalha de Ockhan

A Navalha de Ockham da maneira como foi popularizada pela ciência diz que entre duas teorias que explicam igualmente os mesmos fatos, a mais econômica é a melhor. Em outras palavras, se uma explicação direta basta, não há necessidade de buscar outra mais extensa apenas para encher linguiça. A Navalha também é conhecida por "Princípio da Economia".

Um exemplo clássico do uso deste principio pode ser visto na discussão histórica em torno da estabilidade do Universo. Isaac Newton, um gênio da física mas também um homem profundamente místico, estava convencido de que os planetas não poderiam permanecer imutavelmente em suas órbitas sem a interferência de Deus. Imaginava o Universo como um relógio (uma invenção relativamente moderna em sua época), o qual Deus teria posto em movimento na Criação e que precisava ser corrigido de tempos em tempos, tal qual um relógio que precisa de corda para continuar funcionando. Sem Deus agindo como um relojoeiro celeste, calculara Newton, os planetas, acabariam arrefecendo seu movimento devido às mútuas influências gravitacionais, desviando-se de suas órbitas até colidirem entre si. Foi somente um século depois de Newton, que Pierre Simon de Laplace mostrou, com a ajuda de métodos matemáticos de aproximação, que se os planetas não se desviavam de suas órbitas era porque as interferências gravitacionais entre eles se compensavam e anulavam-se a longo prazo. Quando indagado por Napoleão sobre por que Deus estava ausente de sua teoria, Laplace respondeu: "Sir, não precisei desta hipótese".

Laplace havia aplicado a "Navalha de Ockham" à sua cosmologia: entre duas teorias, uma que exigia a existência de uma superentidade vigilante para criar e manter o universo em movimento e outra que podia conter os fenômenos observados sem incluir hipóteses adicionais, Laplace escolheu a segunda, aquela com o mínimo de suposições necessárias para explicar todos os fatos observados, ou seja, aquela com o menor número de "razões suficientes".